O texto a seguir pode apresentar alguns spoilers do site como um todo, então, caso prefira, pode deixar por último ou não
Bah, já acabou o semestre né? E eu ainda tenho que apresentar um último trabalho... Bom, então vou resolver apresentando isso aqui, que já tinha começado a um tempo, mas agora posso colocar em prática as ideias que a gente viu em aula pra ver se consigo melhorar.
Vou tentar explicar um pouco do processo que levou até aqui, a página é secreta porque daí não vou ter que entrar em nenhum personagem, nenhum rato, só nós e as vozes da minha cabeça. É hora de deixar elas pegarem um ar.
Antes de começar a falar do trabalho em si, preciso declarar minha confissão de amor com o microsoft powerpoint. Até hoje não entendo porque, mas não conseguiria sobreviver sem ele. Eu tinha sei lá, uns 8 anos de idade quando minha professora apresentou como colocar formas nas apresentações, e foi amor à primeira vista.
Imagino que a essa altura, alguns de vocês já devem ter percebido. É esse programa que uso para: criar apresentações, editar imagens, organizar meus trabalhos, animar e desenhar. Em baixo tem uma foto de exemplo da anatomia de um rato padrão.
É assim meu desenho final, usando as formas e sobrepondo elas umas com as outras para que criem outras figuras. Nesse sentindo, pode se chamar de uma vertente do formatismo, talvez menos cru em sentido, mas ainda com um certo pensamento geométrico, mesmo que sem querer. O powerpointivismo?
Mas também não foi de primeira que chegeui nesse resultado. Foi depois de muitas e MUITAS tentativas
Antes de qualquer rato, havia outra espécie que eu tinha me fixado, outra cidade chamada "Pugtown". Era um jogo que tava tentado fazer, é claro, no powerpoint. Acabei terminando dois capítulos e desisti, já que, aparentemente, é muito difícil desenvolver uma gameplay emocionante em um sistema de slides.
Consigui recuperar o link para quem tiver interessado: https://www.dropbox.com/scl/fo/3nqg0b5qgq7uztux0dtl8/AOf1vlK5wKBJWkHxkADn2g4?rlkey=j7mml50w09a6fcapcemdz5iax&e=1&dl=0
Depois disso, eu iria entrar na minha idade das trevas (adolescência) e parar de produzir por algum tempo. Até que um dia eu tive uma ideia genial: e se eu fizer um jogo sobre um rato, que tu controla com o mouse? Surgiu "mouse mouse".
Dessa vez eu iria ser um bom menino, eu iria baixar e aprender a usar o unity. Um ano e muitos tutorias no youtube depois, percebi que todo esse papo de jogo e programação e sei lá o que, era só uma desculpa para que eu possa desenhar e animar aqueles personagens que eu tinha me apegado.
No final do ensino médio, já levava meu laptop para a aula, ficar desenhando enquanto os professores davam explicação. Nas provas e exercícios, ficava aproveitando o canto das folhas pra rabsicar. Eu tinha que fazer alguma coisa, tinha que haver algum propósito daqueles ratos. Daquele...
Chegamos aos dias de hoje. Comecei a frequentar mais lugares e conhecer pessoas novas, e junto, a temível pergunta: "tem instagram?". Eu não sabia se eu dizia que não como se eu fosse um velho preso num corpo jovem, ou se eu criava um @ aleatório só pra fazer a pessoa satisfeita. Na maioria das vezes eu só dizia que não e saia correndo, mas as vezes, tinha uma terceira opção que me chamava.
No meio das redes e algorítmos, posso acordar amanhã e me deparar com uma interface completamente diferente por causa de uma atualização que ninguém perguntou. Eu não queria ficar dependendo de uma entidade invisível que eventualmente estragaria meu perfil, queria algo que pudesse controlar, algo que me representasse e que poderia mostrar para o mundo. Se eu respondesse, que eu criei um site, definitivamente era um jeito mais interessante de começar uma conversa do que abrindo o insta.
Desse jeito, retomando a Katia Canton, iria fazer um lugar. Ou melhor, um não lugar, uma cidade que ao mesmo tempo seriam onde esses ratos vivem suas vidas, mas que também representam o meu tempo e memória. Como se fosse algo para ser descoberto e revelado, conforme explorado. Bem como aqueles ninhos escondidos atrás das paredes, esperando a chamada pelo detetizador.
Já no processo em si, percebi que ainda não sabia como programar. Para realizar uma página como essa, é preciso da linguagem de html e css (e java se tu quiser ser diferente). Felizmente, há algumas coisas que facilitam a aprendizagem, comparando com a unity.
Clique agora com o botão direito e depois "inspecionar", vai abrir o código que você estava lendo esse tempo todo. Assim, explorando outros projetos e sites, é possível analisar como eles foram feitos, caso gostasse de algo. Quando achava o comando usado, pesquisava no google como funciona e aos poucos ia começando a pegar o jeito. Nesse período, o Ctrl C e o Ctrl V foram os meus melhores amigos.
Enfim, espero não ter tomado muito tempo da aula, porue quero ver o que vocês fizeram, e também espero que nenhum gráfico tenha quebrado, foi muito difícil de deixar as coisas retas e bonitinhas. Pretendo sempre continuar o projeto no futuro. Obrigado por esse semestre e...
Como assim? São férias de inverno?